Espaço destinado ao Agronegócio. Aqui, trocaremos informações, relataremos experiências e criaremos um ambiente saudável e democrático de discussões sobre todas as questões ligadas ao meio rural. Vamos aproveitar para interagir ideias! Obrigado pela visita, deixe seu recado.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Saio do governo para viver a vida das rua
Durante seu último discurso como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva despediu-se da nação brasileira relembrando sua trajetória de vida até o cargo mais importante do país. Segundo ele, o desenvolvimento do país foi uma conquista coletiva e seu mérito, como governante, foi “haver semeado sonho e esperança”.
“Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular. Do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. Agora, estamos provando ao mundo, que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso. Mostramos que é possível governar para todos".
Para ele, o Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente e provou que a “melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza”. Lula afirmou que os oito anos de seu governo foram de luta, desafios e conquistas e pediu aos brasileiros apoiassem à nova presidenta, Dilma Rousseff.
Dilma
“Dentro de poucos dias, deixo a Presidência da República. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo”.
Em tom de despedida, o presidente agradeceu à confiança da nação brasileira e afirmou que sairá do governo para “viver a vida das ruas”. “Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta.”
No entanto, ele evitou falar sobre o que fará após deixar a presidência. “Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil e acreditem nele. Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo”.
Lula relembra trajetória em último discurso como presidente da República
Durante seu último discurso como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva despediu-se da nação brasileira relembrando sua trajetória de vida até o cargo mais importante do país. Segundo ele, o desenvolvimento do país foi uma conquista coletiva e seu mérito, como governante, foi “haver semeado sonho e esperança”.
“Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular. Do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. Agora, estamos provando ao mundo, que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso. Mostramos que é possível governar para todos".
Para ele, o Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente e provou que a “melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza”. Lula afirmou que os oito anos de seu governo foram de luta, desafios e conquistas e pediu aos brasileiros apoiassem à nova presidenta, Dilma Rousseff.
Dilma
“Dentro de poucos dias, deixo a Presidência da República. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo”.
Em tom de despedida, o presidente agradeceu à confiança da nação brasileira e afirmou que sairá do governo para “viver a vida das ruas”. “Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta.”
No entanto, ele evitou falar sobre o que fará após deixar a presidência. “Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil e acreditem nele. Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo”.
Ouça abaixo a íntegra do pronunciamento oficial do presidente Lula.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Processo para fiscalização de produtos agropecuários será simplificado
A medida pretende melhorar os procedimentos de inspeção, sem comprometer a segurança

O novo modelo do formulário para fiscalização de produtos e insumos agropecuários está disponível site do Ministério da Agricultura
Os requerimentos para fiscalização de produtos e insumos agropecuários serão simplificados. A partir desta segunda-feira (23/08) as solicitações para a fiscalização desses produtos pelas empresas importadoras, exportadoras e interessados serão realizadas por meio de um novo formulário padrão, aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), encaminhado às unidades de Vigilância Agropecuária estaduais. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, naInstrução Normativa n° 26.
Antes, para concluir o processo de importação ou exportação eram necessários dois documentos: o requerimento e otermo de fiscalização. A partir de agora, o parecer dos fiscais será emitido no próprio requerimento, eliminando o termo de fiscalização. “A medida vai agilizar os procedimentos sem comprometer a segurança do processo”, explica o coordenador-geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura, Oscar de Aguiar Rosa Filho.
Antes, para concluir o processo de importação ou exportação eram necessários dois documentos: o requerimento e otermo de fiscalização. A partir de agora, o parecer dos fiscais será emitido no próprio requerimento, eliminando o termo de fiscalização. “A medida vai agilizar os procedimentos sem comprometer a segurança do processo”, explica o coordenador-geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura, Oscar de Aguiar Rosa Filho.
Processos de fiscalização
Os procedimentos de fiscalização não sofrerão alterações. Para a liberação das mercadorias serão realizadas análise documental, vistoria e inspeção dos produtos, sendo consideradas as condições técnicas e higiênicossanitárias.
Segundo informações do Ministério da Agricultura, o requerimento será indeferido, por exemplo, quando a importação, exportação ou trânsito internacional ou aduaneiro da mercadoria forem proibidos, o prazo de validade do produto estiver vencido ou a mercadoria não tiver autorização da unidade de vigilância agropecuária. “Nesses casos, a fiscalização federal agropecuária notificará a Receita Federal do Brasil para que a mercadoria seja devolvida ao país ou local de procedência ou, até mesmo, destruída”, ressalta Rosa.
As empresas ou pessoas físicas que solicitarem o requerimento serão responsáveis pelas informações e deverão incluir no processo os documentos exigidos para importação, exportação, controles especiais e normas técnicas específicas estabelecidas no Manual de Procedimentos da Vigilância Agropecuária Internacional. De acordo com o coordenador do Vigiagro, o formulário será válido por 30 dias para a conclusão dos procedimentos e registro do parecer da fiscalização. Caso os técnicos julguem procedente, o prazo poderá ser prorrogado pelo mesmo período.
O novo modelo do requerimento está disponível no site www.agricultura.gov.br, no ícone Serviços - Vigilância Agropecuária/Formulários.
Segundo informações do Ministério da Agricultura, o requerimento será indeferido, por exemplo, quando a importação, exportação ou trânsito internacional ou aduaneiro da mercadoria forem proibidos, o prazo de validade do produto estiver vencido ou a mercadoria não tiver autorização da unidade de vigilância agropecuária. “Nesses casos, a fiscalização federal agropecuária notificará a Receita Federal do Brasil para que a mercadoria seja devolvida ao país ou local de procedência ou, até mesmo, destruída”, ressalta Rosa.
As empresas ou pessoas físicas que solicitarem o requerimento serão responsáveis pelas informações e deverão incluir no processo os documentos exigidos para importação, exportação, controles especiais e normas técnicas específicas estabelecidas no Manual de Procedimentos da Vigilância Agropecuária Internacional. De acordo com o coordenador do Vigiagro, o formulário será válido por 30 dias para a conclusão dos procedimentos e registro do parecer da fiscalização. Caso os técnicos julguem procedente, o prazo poderá ser prorrogado pelo mesmo período.
O novo modelo do requerimento está disponível no site www.agricultura.gov.br, no ícone Serviços - Vigilância Agropecuária/Formulários.
Expansão agropecuária faz Brasil crescer para o interior
Nova edição de Atlas Nacional apresenta transformações do território brasileiro

Atlas destaca agropecuária como consequência da interiorização
A expansão das cadeias produtivas de carne, grãos ealgodão em direção às regiões Centro-Oeste e Norte vem aprofundando o processo de interiorização do país na última década.
A constatação é da nova edição do Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, lançado nesta terça-feira (14/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A publicação, composta por 548 mapas, 76 gráficos, oito tabelas, seis fotos e 14 imagens de satélite, atualiza informações geográficas sobre o território brasileiro na última década.
De acordo com a geógrafa Adma Hamam de Figueiredo, coordenadora do projeto do IBGE, o movimento reflete umaredefinição de funções do território. “O Brasil tem um território imenso, que está crescendo em termos de distribuição da população e de atividades no território, tanto com a interiorização quanto com novas atividades na região costeira, muito em função da geografia do petróleo, do turismo e da revalorização das exportações e da logística de portos e aeroportos. Isso reflete uma ‘refuncionalização’ do território, com novas especializações”, explica.
O documento destaca, ainda, como consequência da interiorização (caracterizada pela expansão da agropecuáriacom emprego de máquinas e insumos), um processo de urbanização em reforço à atividade em municípios como Sorriso e Lucas do Rio Verde, ambos em Mato Grosso.
A coordenadora do IBGE destaca, ainda, que os fluxos de migração interestaduais também servem de exemplo da força das grandes cidades e áreas próximas ao litoral na comparação com os fluxos destinados ao interior do país. A grande exceção, segundo ela, constitui a área no Entorno do Distrito Federal, que continua a apresentar enorme capacidade de atração migratória. A publicação também reforça que as desigualdades regionais de desenvolvimento não foram plenamente vencidas.
A constatação é da nova edição do Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, lançado nesta terça-feira (14/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A publicação, composta por 548 mapas, 76 gráficos, oito tabelas, seis fotos e 14 imagens de satélite, atualiza informações geográficas sobre o território brasileiro na última década.
De acordo com a geógrafa Adma Hamam de Figueiredo, coordenadora do projeto do IBGE, o movimento reflete umaredefinição de funções do território. “O Brasil tem um território imenso, que está crescendo em termos de distribuição da população e de atividades no território, tanto com a interiorização quanto com novas atividades na região costeira, muito em função da geografia do petróleo, do turismo e da revalorização das exportações e da logística de portos e aeroportos. Isso reflete uma ‘refuncionalização’ do território, com novas especializações”, explica.
O documento destaca, ainda, como consequência da interiorização (caracterizada pela expansão da agropecuáriacom emprego de máquinas e insumos), um processo de urbanização em reforço à atividade em municípios como Sorriso e Lucas do Rio Verde, ambos em Mato Grosso.
A coordenadora do IBGE destaca, ainda, que os fluxos de migração interestaduais também servem de exemplo da força das grandes cidades e áreas próximas ao litoral na comparação com os fluxos destinados ao interior do país. A grande exceção, segundo ela, constitui a área no Entorno do Distrito Federal, que continua a apresentar enorme capacidade de atração migratória. A publicação também reforça que as desigualdades regionais de desenvolvimento não foram plenamente vencidas.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
| COP 16: Talentos do Brasil expõe moda feita da biodiversidade brasileira | ![]() | ![]() | ![]() |
O Programa Talentos do Brasil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA), está apresentando, na 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 16), em Cancun, no México, desde o último dia 29, mostra de produtos confeccionados por mais de duas mil artesãs de todo o Brasil. A exposição Talentos do Brasil Biodiversidade à Flor da Pele, instalada no Espaço Brasil na COP 16 prossegue até a próxima até sexta-feira (10). Traz a moda feita a partir de matérias primas naturais e técnicas tradicionais, expressa em peças como roupas, bijuterias, bolsas e objetos de decoração. A exposição tem como objetivo demonstrar de que maneira o governo brasileiro tem estimulado formas de produção sustentáveis, a partir de matérias primas retiradas da biodiversidade brasileira. São iniciativas voltadas à geração de renda e melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares, que estimulam a preservação dos recursos naturais, ao orientar o uso sustentável destas riquezas. Distribuída de acordo com as características das regiões a que pertencem os grupos produtivos apoiados pelo Programa Talentos do Brasil, a exposição permite que os visitantes conheçam a localização dos principais biomas brasileiros, que são: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal e Pampa. Também proporciona aos visitantes o conhecimento da diversidade das matérias primas locais e a forma como são utilizadas pelas artesãs na produção de roupas e acessórios de moda. São fibras naturais, como tururi, buriti, piaçava, além do coco de babaçu, lã de carneiro, crina de cavalo e couro de peixes, transformadas em peças de vestuário, bolsas, bijuterias e peças de decoração ou utilitários. As peças em bordados e outras técnicas de tramas e tranças completam a beleza da mostra. Trata-se de outra riqueza da cultura brasileira apresentada a partir de técnicas manufatureiras tradicionais, repassadas de geração para geração, pelas populações que vivem nestas regiões. O Brasil na COP 16 Comprometido com o combate ao aquecimento global, o Brasil pretende, na COP 16, um consenso sobre a adoção de um conjunto de iniciativas práticas que consigam reduzir de maneira rápida e significativa as emissões de gases do efeito estufa na atmosfera do planeta. Além disso, o País chega à COP 16 com avanços expressivos no enfrentamento às mudanças do clima. Incluem adoção de metas voluntárias ambiciosas para a redução de emissões de gases do efeito estufa e resultados históricos no combate ao desmatamento na Amazônia, que em 2009 registrou os níveis mais baixos dos últimos 20 anos. Sobre o Programa Criado em 2005, o Programa Talentos do Brasil tem como objetivo promover a geração de trabalho e renda baseada na atividade da moda artesanal, organizada em comunidades rurais, com foco na emancipação sustentável, com responsabilidade social, cultural, econômica e ambiental. Atualmente, o Talentos do Brasil une artesãs e artesãos do meio rural de 12 estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Tocantins. São 15 grupos organizados em cooperativas, que, juntas, formam a Cooperativa Nacional Marca Única - Cooperunica. O programa conta com a participação de renomados estilistas e designers que unem sua experiência aos saberes tradicionais das artesãs, adequando os produtos às exigências do mercado da moda. Desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Talentos do Brasil conta com as parcerias do Programa Texbrasil (ABIT e APEXbrasil) e com o apoio da Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e do Ministério do Turismo (MTur). |
| Condraf apresenta Projeto de Lei da Política | ![]() | ![]() | ![]() |
Nesta quarta-feira (8), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) dá um importante passo para o debate do desenvolvimento do Brasil Rural. O Conselho vai apresentar, durante a 44ª Reunião Ordinária do Condraf, o Projeto de Lei da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural (PDBR). O Ministro de Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel, presidente do Condraf, estará presente ao evento, que será realizado no Hotel Lakeside, em Brasília (DF), de 8h às 19h, juntamente com 270 participantes, entre: conselheiros/as, convidados permanentes e convidados do Condraf; representantes dos Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural (CEDRS); da Coordenação Política da Rede Nacional de Colegiados Territoriais; dos Comitês e do Grupo Temático; agentes de desenvolvimento econômico e da rede de parceiros da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA; articuladores estaduais da SDT; e das Unidades do MDA. A proposta da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural foi lançada em março de 2010, durante o II Salão Nacional dos Territórios Rurais. A elaboração da proposta foi coordenada pelo Condraf, com participação dos conselheiros e da Secretaria do Conselho. O Projeto de Lei define e estabelece princípios, diretrizes e objetivos da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural, pela qual o poder público, com a participação da sociedade civil organizada, formulará e implementará o Plano Nacional de Desenvolvimento do Brasil Rural (PNDBR), programas e ações visando assegurar o direito humano ao desenvolvimento sustentável nas áreas rurais do País. A aprovação do Projeto de Lei vai coroar os dez anos de trabalho do Conselho, que passou por plenárias, conferências estaduais, pela Conferência Nacional, por um ano de construção da Política e por muitos momentos marcantes. A espectativa é de que a aprovação desse constitua um novo marco legal sobre o desenvolvimento rural no Brasil. O trabalho de elaboração da proposta da Política foi iniciado pelo Condraf logo após a I Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, realizada em junho de 2008. A proposta da Política foi norteada por sete princípios: soberania, sustentabilidade, inclusão, diversidade, igualdade, solidariedade e democracia. A PDBR possui quatro diretrizes estratégicas que se complementam e se integram. São elas: Potencialização da diversidade e da multifuncionalidade dos espaços rurais; Dinamização econômica, inovações tecnológicas e sustentabilidade; Qualidade de vida com inclusão social e igualdade de oportunidades; e Fortalecimento do Estado, protagonismo dos atores e gestão social. Opiniões "Nos últimos anos avançamos fortemente numa visão da agricultura familiar. A Política reafirma e avança na discussão do meio rural como consolidação de um espaço de desenvolvimento. Este debate não se encerra no Condraf, mas segue para a sociedade. Este foi um ano importante para semearmos questões para os anos seguintes. Temos que pensar o que poderemos colher em termos de desenvolvimento rural. O grande mérito da Política é provocar discussão sobre a atenção que o rural deve ter." Daniel Maia - secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) "A lei não é do Condraf ou do MDA. Queremos uma lei que tenha amplitude, que incorpore todas as dinâmicas do Brasil Rural." - João Torrens, conselheiro do Condraf. "A Proposta da Política traz uma leitura muito interessante, pois reconhece uma profunda transformação do que significa ser rural. A abordagem do documento está absolutamente em dia com a realidade atual. Pensar no rural brasileiro implica pensar no desenvolvimento do Brasil". -Paul Singer, professor. "A produção deste documento é um avanço importante. Levar esse debate para a sociedade é nosso próximo desafio." - Jean Marc Von der Weid, da AS-PTA- Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa. "A Política é uma inovação, do começo ao fim, inclusive para o próprio significado do Rural e de todas as suas dimensões." - Márcia Leporace - da Secretaria Especial de Mulheres. "Temos construído um espaço de reflexão profunda. Nosso objetivo sempre foi construir uma Política e não qualquer política. O maior desafio é pensar no novo modelo de desenvolvimento para o Brasil, onde o rural tenha importância significativa." - Carmem Foro - representante das mulheres trabalhadoras rurais na Coordenação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). |
| Assentados participaram de Feira da Agricultura Familiar em Petrolina | ![]() | ![]() | ![]() |
| Semana da Agricultura Familiar destaca avanços no meio rural brasileiro | ![]() | ![]() | ![]() |
Representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), de organizações públicas e sociais se reúnem de segunda (6) à sexta-feira (10) em Brasília (DF) para avaliar os avanços e as perspectivas de políticas públicas direcionadas para o fortalecimento da agricultura familiar brasileira. Durante a Semana da Agricultura Familiar serão discutidos temas como o fortalecimento da agricultura familiar, a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), políticas de promoção da igualdade entre raça gênero e etnia, o desenvolvimento territorial e a participação social. A Semana da Agricultura Familiar é uma mostra do alcance do conjunto de políticas públicas do governo federal coordenadas pelo MDA desde 2003 no meio rural brasileiro. Estas ações impulsionaram a capacidade produtiva de mais de 4,3 milhões de unidades produtivas da agricultura familiar, homens e mulheres que, em apenas 24% da área agricultável do País, produzem 70% dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros. Estas ações englobam políticas de reforma agrária e garantia do direito à terra, de fortalecimento da agricultura familiar, de promoção da igualdade de gênero e de desenvolvimento territorial. Desenvolvimento rural A Semana da Agricultura Familiar será aberta na segunda-feira (6), no Hotel Lakeside, com a Reunião Nacional da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do MDA. Na terça (7) e quarta-feira (8), no Hotel Brasília Imperial, ocorre o III Seminário de Avaliação e Planejamento do PNCF. Durante o encontro será apresentado o resultado de pesquisas de avaliação realizadas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ) e o Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais (Deser). Também na quarta-feira (8), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) apresenta, durante a sua 44ª Reunião Ordinária, no Hotel Lakeside, uma minuta da proposta de Projeto de Lei da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural (PDBR). Lançada em março de 2010, durante o II Salão Nacional dos Territórios Rurais, o projeto que estabelece princípios, diretrizes e objetivos para a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento do Brasil Rural (PNDBR), tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável nas áreas rurais do País. Na sexta-feira (10), será realizado o seminário Brasil Rural que Queremos: 10 Anos de Condraf. Assistência Técnica Na quinta-feira (9), a partir das 8h, no Hotel Lakeside, a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do MDA realiza o encontro Avanços da Política Nacional de ATER. O objetivo é apresentar um balanço dos avanços na construção do Sistema e da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. À tarde, a partir das 14h, a SDT apresenta os resultados do Programa de Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (Pronat), criado como parte da estratégia de promover o desenvolvimento territorial sustentável. A pauta inclui as ações do Programa Territórios da Cidadania, hoje referência da articulação de políticas públicas para o meio rural com ações coordenadas do governo federal, estados e municípios, com ampla participação da sociedade civil no processo de decisão. Trabalhadoras Rurais Outra atividade da Semana da Agricultura Familiar é a reunião do Comitê Gestor Nacional do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR), na quinta-feira (9) e na sexta-feira (10), às 14h30, na sala de reunião do primeiro andar do Bloco A da Esplanada dos Ministérios. Durante o encontro serão avaliados os trabalhos realizados desde 2004, que resultaram na emissão de 1.518.864 documentos civis e trabalhistas em todo o País. Durante a semana, uma comitiva do governo do Paraguai estará em Brasília para conhecer o PNDTR. O governo deste país já manifestou interesse em implantar um programa similar. SERVIÇOO QUE - Semana da Agricultura Familiar DATA - 6 A 10 de novembro LOCAL - Brasília-DF Veja aqui a programação da Semana da Agricultura Familiar http://www.mda.gov.br/portal/arquivos/view/diversos/programacao.pdf |
Nova movimentação na Câmara sobre o Código Florestal opõe deputados
Bancada ruralista tenta votar pedido de urgência sobre o tema.Assunto é polêmico e ambientalistas discordam de mudanças propostas.
O texto que altera o projeto dispensa a obrigatoriedade da manutenção de áreas de reserva legal em propriedades de até 4 módulos fiscais, por exemplo. Outra medida altera a conservação de mata ciliar às margens de rios com até 5 metros de largura de 30 para 15 metros. Ambientalistas discordam.
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Já os ruralistas se apressam para votar as mudanças antes do final do ano. “Foram feitas 72 audiências públicas em todos os estados da federação. A comissão trabalhou por mais de um ano. Por que voltar a discutir novamente porque uma minoria, pressionada por ONGs internacionais, com interesses estrangeiros, agora não quer votar a matéria?", argumenta o deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS).
A discussão das mudanças no Código Florestal deve ser retomada na próxima semana na Câmara dos Deputados.
Dilma pede a Wagner Rossi que modernize Ministério da Agricultura
Permanência do atual ministro na Pasta foi confirmado nesta quarta-feira

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, revelou nesta quinta-feira (09/12) que a presidente eleita, Dilma Rousseff, pediu-lhe um projeto de modernização da Pasta como a prioridade do setor no novo governo. "Ela se mostrou interessada que eu faça rapidamente um projeto de atualização e modernização, porque o setor produtivo rural avançou muito e o ministério ficou distanciado dele, com uma estrutura de 30 anos atrás", disse Rossi, cuja permanência no cargo foi confirmada na noite desta quarta-feira (08/12).
"Estou muito feliz, porque tive o reconhecimento de um trabalho que fiz em um prazo curto; procurei gerar sintonia com o setor produtivo e com a bancada e agora terei condições de, orientado pela presidente, buscar metas mais ambiciosas", afirmou Rossi, que assumiu o cargo em 1º de abril deste ano, após o então ministro, o deputado federal reeleito Reinhold Stephanes (PMDB-PR), renunciar para disputar um novo mandato.
Antes de embarcar para São Paulo, onde despacha durante a tarde na Superintendência Federal da Agricultura, o ministro garantiu ainda ter obtido "referências muito positivas do setor produtivo" para permanecer no cargo.
Nesta sexta-feira (10/12), Rossi terá seu primeiro encontro formal com os ruralistas, em um almoço, ainda na capital paulista, com representantes da Sociedade Rural Brasileira (SRB). À tarde, o ministro vai a Sertãozinho, SP, para participar do lançamento da Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise).
"Estou muito feliz, porque tive o reconhecimento de um trabalho que fiz em um prazo curto; procurei gerar sintonia com o setor produtivo e com a bancada e agora terei condições de, orientado pela presidente, buscar metas mais ambiciosas", afirmou Rossi, que assumiu o cargo em 1º de abril deste ano, após o então ministro, o deputado federal reeleito Reinhold Stephanes (PMDB-PR), renunciar para disputar um novo mandato.
Antes de embarcar para São Paulo, onde despacha durante a tarde na Superintendência Federal da Agricultura, o ministro garantiu ainda ter obtido "referências muito positivas do setor produtivo" para permanecer no cargo.
Nesta sexta-feira (10/12), Rossi terá seu primeiro encontro formal com os ruralistas, em um almoço, ainda na capital paulista, com representantes da Sociedade Rural Brasileira (SRB). À tarde, o ministro vai a Sertãozinho, SP, para participar do lançamento da Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise).
Pesquisadores desenvolvem superbatata na Índia
Tubérculo tem níveis elevados de proteínas e aminoácidos

Cientistas do National Institute of Plant Genome Research, em Nova Déli, na Índia, desenvolveram uma batata com mais de 60% de proteína, a cada grama, que o produto orgânico e níveis de aminoácidos essenciais aumentados. O tubérculo, geneticamente modificado, foi criado a partir de um gene do amaranto, planta produzida em regiões de clima tropical e temperado como o país indiano.
É o cereal, na verdade, que confere índices protéicos elevados à superbatata. O amaranto albumina 1 é responsável pela alta concentração dessa substância em plantas e sementes.
Subhra Chakraborty, pesquisadora que conduziu a pesquisa, e o grupo de cientistas, inseriram o gene em sete variedades de batatas e observaram os efeitos dos tipos transgênicos por dois anos. O resultado foi a elevação de 3 gramas de proteína (valor contido em uma batata média comum) para 4,8 gramas, cerca de 10% do consumo diário recomendado.
De acordo com a pesquisa, a batata é parte importante da dieta da população mundial em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mais de um bilhão de pessoas consomem o produto diariamente. O dado impulsiona o progresso dos estudos na variedade transgênica, devido o valor nutritivo e os benefícios que pode oferecer a saúde.
As variedades foram testadas em plantações e inseridas na alimentação de animais e, segundo os responsáveis, não foram observadas reações adversas.
É o cereal, na verdade, que confere índices protéicos elevados à superbatata. O amaranto albumina 1 é responsável pela alta concentração dessa substância em plantas e sementes.
Subhra Chakraborty, pesquisadora que conduziu a pesquisa, e o grupo de cientistas, inseriram o gene em sete variedades de batatas e observaram os efeitos dos tipos transgênicos por dois anos. O resultado foi a elevação de 3 gramas de proteína (valor contido em uma batata média comum) para 4,8 gramas, cerca de 10% do consumo diário recomendado.
De acordo com a pesquisa, a batata é parte importante da dieta da população mundial em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mais de um bilhão de pessoas consomem o produto diariamente. O dado impulsiona o progresso dos estudos na variedade transgênica, devido o valor nutritivo e os benefícios que pode oferecer a saúde.
As variedades foram testadas em plantações e inseridas na alimentação de animais e, segundo os responsáveis, não foram observadas reações adversas.
Supermaracujás criados pela Embrapa têm polpa farta e alta qualidade
Frutos podem chegar a ter tamanho de um melão

O agricultor Lúcio da Silva comercializa tanto o fruto in natura quanto a polpa congelada
Um maracujá grande, com muita polpa e qualidade pode ser o sonho de muito fruticultor. Para Lúcio da Silva, que produz no município de Sítio d’Abadia, GO, a 300 quilômetros de Brasília, essa já é uma realidade que tem rendido além das expectativas, com uma safra de frutos que pesam até 650 gramas e têm o tamanho de um melão.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro, os frutos grandes são resultantes do potencial genético dos híbridos BRS Sol do Cerrado, BRS Gigante Amarelo e BRS Ouro Vermelho, e da adoção de boas práticas de manejo da cultura.
Desde 2008, esses materiais estão disponíveis e têm obtido bons resultados em plantações em todo o país, segundo a Embrapa. Para atender à grande demanda por sementes, foram implantadas unidades de produção no Distrito Federal, em Goiás, Pernambuco e Mato Grosso. As reservas de sementes são feitas na Embrapa Transferência de Tecnologia.
Em Sítio d’Abadia, Silva comemora a facilidade de vender o fruto, que além do peso tem alto rendimento de polpa com coloração alaranjada e boa qualidade fitossanitária. Em um mercado em franca expansão como é o do maracujá, ele comercializa tanto o fruto in natura, quanto polpas congeladas. A expectativa é expandir a plantação, que hoje é de um hectare, para outros quatro.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro, os frutos grandes são resultantes do potencial genético dos híbridos BRS Sol do Cerrado, BRS Gigante Amarelo e BRS Ouro Vermelho, e da adoção de boas práticas de manejo da cultura.
Desde 2008, esses materiais estão disponíveis e têm obtido bons resultados em plantações em todo o país, segundo a Embrapa. Para atender à grande demanda por sementes, foram implantadas unidades de produção no Distrito Federal, em Goiás, Pernambuco e Mato Grosso. As reservas de sementes são feitas na Embrapa Transferência de Tecnologia.
Em Sítio d’Abadia, Silva comemora a facilidade de vender o fruto, que além do peso tem alto rendimento de polpa com coloração alaranjada e boa qualidade fitossanitária. Em um mercado em franca expansão como é o do maracujá, ele comercializa tanto o fruto in natura, quanto polpas congeladas. A expectativa é expandir a plantação, que hoje é de um hectare, para outros quatro.
Manejo
Além do uso de sementes de materiais melhorados geneticamente, a correção do solo, a irrigação e o bom controle fitossanitário são essenciais ao sucesso do plantio. “A polinização manual é um dos segredos para garantir o vingamento das flores e a produção de frutos grandes com bom rendimento de polpa, sendo uma prática recomendada para o pequeno, médio e grande produtor”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados.
As reservas de sementes dos híbridos de maracujá são feitas na Embrapa Transferência de Tecnologia, por meio do telefone (19) 3749-8888, ou e-mail sac@campinas.snt.embrapa.br.
Embrapa e CNA lançam projeto de produção sustentável de alimentos na COP-16
Com orçamento de R$ 40 milhões, iniciativa precisará de 200 pesquisadores em todo o Brasil
informações da Agência CNA
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lança, nesta segunda-feira (06/12), o Projeto Biomas na Conferência das Partes sobre o Clima (COP-16), da Organização das Nações Unidas (ONU).
O programa vai, ao longo de nove anos, promover pesquisas e compartilhar informações dos seis biomas nacionais (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampas) para conciliar produção de alimentos com responsabilidade ambiental. A missão é fazer frente à demanda crescente por comida. Em 2050, o mundo deverá ter por volta de 9 bilhões de habitantes, gerando necessidade de aumento de 70% na produção de alimentos.
No momento, segundo a CNA, estão sendo demarcadas e estudadas várias unidades demonstrativas do Projeto Biomas, que servirão de exemplos de técnicas de produção ecologicamente correta. Estima-se que sejam utilizadas no projeto entre entre 3 mil e 7,5 mil propriedades.
"Vamos mostrar ao mundo que o Brasil não é apenas um grande produtor de alimentos, mas que suas práticas agrícolas são baseadas em sólidas técnicas científicas e ambientalmente sustentáveis", diz a presidente da confederação, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
Para alcançar seu o objetivo, a iniciativa deverá contar com cerca de 200 pesquisadores espalhados pelo território brasileiro, além de manter parcerias com cooperativas, empresas estaduais e municipais de assistência técnica rural, de meio ambiente e de pesquisa agrícola.
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