sábado, 6 de novembro de 2010

Conab divulga preços mínimos para subsidiar produtos de origem extrativista


Entre os beneficiados estão açaí, babaçu, borracha natural, castanha do Brasil, cera de carnaúba e pequi.

Ernesto de Souza
Açaí é um dos produtos do extrativismo beneficiados pelos preços mínimos do governo
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) receberá R$ 24 milhões para subsidiar a comercialização de 11produtos de origem extrativista. O valor foi publicado nesta sexta-feira (05/11) no Diário Oficial da União, junto com ospreços mínimos para esses produtos. 


O dinheiro será usado para complementar a renda dos extrativistas que não conseguiram obter os preços mínimos na venda dos produtos. Os produtos beneficiados são açaí, babaçu, baru, borracha natural, castanha do Brasil, cera de carnaúba, mangaba, pequi, piaçava, pó cerífero e umbú. 


Diferentemente da política de preços mínimos para a agricultura tradicional, que envolve leilões públicos de compra de produção e outros mecanismos burocráticos, no caso dos extrativistas o governo paga diretamente a diferença entre o preço de comercialização e o preço mínimo. O próprio extrativista vende o produto e recebe a complementação. 


Os preços mínimos por quilo são os seguintes: R$ 0,69 para o açaí nas regiões Norte e Nordeste e em Mato Grosso; R$ 1,46 para o babaçu (Norte, Nordeste e Mato Grosso); R$ 0,20 para o baru (todo o Brasil); e R$ 3,50 para a borracha natural extraída na Amazônia. 


Para o hectolitro (cem litros) da castanha do Brasil na região Norte e em Mato Grosso foi fixado o preço de R$ 52,40. O quilo da cera de carnaúba no Nordeste custará R$ 6,59; o da mangaba, R$ 1,51; o do pequi, R$ 0,21 no Norte e Nordeste e R$ 0,35 no Sudeste e Centro-Oeste. O quilo da piaçava sairá por R$ 1,67 na Bahia e R$ 1,07 no Amazonas. O quilo do pó cerífero será vendido por R$ 4 no Nordeste. O preço para o umbú será de R$ 0,38 por quilo em todo o país.

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